
Alijó é o primeiro concelho do distrito de Vila Real. Constituído por dezanove freguesias, ocupa uma área total que atinge os 33 mil hectares. Situa-se na parte sudeste do distrito. Nem sempre Alijó teve os seus actuais limites. Através do primeiro foral, concedido por D. Sancho II em 1226, o concelho abrangia uma área que incluía somente as seguintes povoações: Alijó, Granja, Presandães, Chã, Valdemir, Santa Eugénia, Casas da Serra, Carlão, Franzilhal, Safres, Castedo e Cotas. Mas antes deste período, já ia longa a história de Alijó. Diversas antas e dólmens em algumas freguesias do concelho provam que o povoamento do seu território remonta, pelo menos, ao período megalítico. Os povos castrejos, que por aqui se fixaram por volta do X milénio a. C., deixaram os seus redutos fortificados como legado da sua existência. Locais romanizados posteriormente por um povo que deixou abundantes testemunhos da sua presença, desde fontes a calçadas e pontes. Algumas das actuais freguesias de Alijó constituíram paróquias suevas ao longo do séc. VI. Os hagiotopónimos que então são referenciados demonstram a antiguidade de determinados cultos. É o caso de Sanfins (de S. Félix), Santa Eugénia, S. João Baptista (de Castedo), S. Domingos (era nessa altura o orago de Favaios), Santa Águeda (de Carlão) ou S. Tiago (de Vila Chã). Tendo como fronteira sul o rio Douro, sofreu as investidas muçulmanas e as invasões espanholas. Com a Reconquista Cristã, o território começou a ser repovoado, e foi nesse sentido que D. Sancho I deu carta de foral a Alijó. Manuel Alves Plácido, em “O Povoamento do Concelho de Alijó”, resumiu o processo global de povoamento nesta circunscrição administrativa: “Depois de um período de mais um século — de D. Afonso I a Afonso II das Astúrias — em que esta região, como afinal toda a de Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes, abandonada por parte do poder central, tanto de mouros como de cristãos, oferecia o aspecto de geral abatimento, foi-se portanto repovoando pouco a pouco mercê da acção de reis, nobres e clero. Surgindo, normalmente, mais ou menos próximo de castros romanos ou pré-romanos, vilas rústicas, casais, herdades foram-se espalhando para dar origem muitas vezes a povoados, alguns dos quais com o seu foral que, num caso ou noutro, veio a promover a autonomia municipal”. Nas Inquirições de 1220, eram cinco as actuais freguesias de Alijó referenciadas: Alijó, Favaios, Sanfins do Douro, S. Mamede de Riba-Tua e Vilar de Maçada. Todas estas são de criação anterior à fundação da Nacionalidade. Mais recentemente, foram criadas novas freguesias: Pinhão, anteriormente um lugar de Gouvães (Sabrosa), Casal de Loivos, Vale de Mendiz e Vilarinho de Cotas, todas pertencentes a Celeirós, também de Gouviães. Pópulo, Pegarinhos e Santa Eugénia pertenciam ao concelho de Murça e transitaram para Alijó com a reforma administrativa de 1853. Actualmente, Alijó é um concelho que se vai desenvolvendo de forma rápida, ultrapassando as barreiras do progresso. A típica componente rural mantém-se, de forma absolutamente marcante, e talvez por isso o turismo tenha vindo a aumentar. Em busca das condições de alojamento que Alijó já pode oferecer, em busca também da excelente gastronomia regional. Desponta aqui de forma clara o excelente vinho da região, em especial o célebre moscatel de Favaios, que disputa com qualquer congénere do País a liderança do mercado. Porque a da qualidade já há muito a conquistou.
Provérbio Popular : " Em Setembro cara de poucos amigos e manhã com figos " .
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